Responda rápido: Ter concorrência é bom ou ruim? Parece simples, mas este pergunta tem uma resposta mais complexa do que se imagina. Considerando o curto prazo a resposta poderia ser sim, as empresas terão um mercado que precisam dos produtos ou serviços, vão explorá-los do jeito que achar conveniente, impondo preços a seu bel prazer e oferecendo o que julgar ser o melhor para seu consumidor mas a médio e longo prazo sua resposta pode ser não pois certo tempo depois, e fica difícil mensurar este tempo, o mercado consumidor ficará sedento por um produto substituto e caso a empresa pioneira encontre um concorrente inteligente poderá levar um golpe, que as vezes pode ser fatal.
Vale lembrar o seguinte: em tempos de fusões e aquisições o CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, tem justamente a finalidade de orientar, fiscalizar prevenir e apurar abusos a ordem econômica provenientes destas operações. Em resumo: o órgão analisa se o consumidor está sendo lesado no tocante da falta de concorrência de mercado.
Para termos um entendimento melhor, e podermos encontrar a solução da pergunta feita inicialmente vamos dividir nossa análise em três partes como segue abaixo:
Para a indústria, a concorrência recai sobre a ótica de custos, tanto direto quanto indireto, pois estes vão influenciar o valor de venda de seu produto final. Vamos imaginar duas empresas produtoras de materiais de limpeza (sabonete, detergente, água sanitária etc) tecnicamente os processos produtivos das duas são iguais, o que irá diferenciá-las é a técnica como produzem e com quais materiais produzem, então porque o produto de uma é mais caro que da outra? Ao perceber isso uma delas usará o benchmarking para tentar equiparar. Tal ferramenta de qualidade seria impossível caso fosse a única empresa exploradora deste mercado consumidor. Neste segmento econômico poderíamos falar que a maior vantagem competitiva que a concorrência pode exercer é a busca incessante pela redução de custos operacionais, na compra de produtos mais baratos, porém com qualidade similar isso tudo para resultar no seu principal objetivo, produzir mais, gastando menos e mantendo seu padrão de qualidade.
Para o comércio, principalmente o mercado varejista, o maior ponto de concorrência é no marketing, pois a partir dele estas empresas terão o maior market share, alcançaram seus consumidores trazendo para suas lojas físicas ou virtuais. As ações promocionais sejam elas por email marketing, televisão, rádio, folhetos, devem ser constantes e agressivas para ficar sempre na lembrança do cliente por isso é muito comum em comerciais de televisão a propaganda de uma rede varejista vim logo seguido de outra ou no comercial a seguir tendo sempre o intuito de seduzir o cliente e, quem sabe, alienando visto que chega um determinado momento o consumidor já não é mais capaz de identificar qual empresa está fazendo a promoção tamanha sua agressividade. Note que neste segmento a competitividade se dá no seu relacionamento com fornecedor, quanto mais barato for o lote de compra maior será sua condição na composição do preço final e por fim sua lucratividade e também com as financeiras para ter uma condição de parcelamento adequado com a classe econômica atingida.
Para as prestadoras de serviços, o foco é a qualidade nos serviços prestados x valores cobrados por estes. Acredito que este é o mercado mais agressivo para se competir, pois tratar de qualidade em serviços é bem complicado. Salvador é uma cidade que faz Sol quase todo o ano, logo a praia fica extremamente disputada por barraqueiros e vendedores ambulantes. Então como eles vão ganhar a atenção e, porque não, gratidão do cliente? O que faz uma barraca de praia ou vendedor ambulante ganhar este embate é justamente como trata o cliente. Um exemplo: Uma determinada barraca de praia oferece som com DJ fazendo o ambiente animado para conversar com os amigos, conhecer pessoas e paquerar, mas a barraca vizinha não oferece o DJ, mas tem uma oferta maior de garçons logo não precisará implorar para trazerem uma bebida ou tira gosto, ponto negativo da primeira barraca supracitada. Conforme mencionei no inicio deste parágrafo, falar de qualidade em serviços é complicado, logo, deixaremos para outra oportunidade, mas pode-se afirmar que deve ser um processo continuo, focando sempre o cliente que é a razão da existência destas empresas ou pessoas prestadoras de serviços. No exemplo que citei acima, das barracas de praia, uma barraca de menor porte, e por conseqüência menor custo, vai se instalar ao lado de uma das barracas maiores e suprir a necessidade dos praieiros, musica eletrônica ou ao vivo e quantidade de garçons suficiente para todos trazendo por conseqüência a satisfação. Deixo claro que além de garçons e música, os barraqueiros devem estar atentos a outros pontos fortes: qualidade da comida, preços, layout e isso com certeza chamam a atenção dos clientes. Da mesma forma, os ambulantes têm a mesma concorrência: tem que ser alegres, sorridentes, aliar custo x qualidade x preço.
Por fim, o mais importante disso tudo é que uma empresa precisará de uma concorrente para estar aprimorando seus produtos e/ou serviços de forma constante e inovadora saindo de sua zona de conforto e buscando novos meios de produção mais econômico, meios de comunicação com clientes mais eficazes na atuação do marketing e estar sempre aprimorado a qualidade focando sempre no consumidor. É importante também ressaltar que as empresas devem estar atentas ao mercado concorrente e buscando criar seu oceano de oportunidades deixando um pouco o ambiente de competitividades criado junto com seus concorrentes diretos e indiretos. A concorrência faz com que o mercado torne-se sustentável e dure por um bom tempo.
Blog voltado para os alucinados por Marketing, Negociação e Planejamento Estratégico.
Se você é um alucinado por isso, junte-se a nós !!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A influência das mídias sociais no mix marketing
Recentemente um professor meu da faculdade fez uma pergunta no buzz, programa do Google similar ao twitter: Já pensaram em como a mídia social afeta todo o mix marketing? Essa pergunta ficou em minha cabeça, acreditem, durante todo o período do carnaval até que resolvi interpreta - lá melhor, mas vamos por partes. Mídia Social é todo meio eletrônico que permite interação entre usuários, como por exemplo: Orkut, Facebook, MSN, Twitter, blogs de um modo geral, buzz, myspace, youtube, Second Life e jogos em rede. Mix marketing, ou composto de marketing, no vocabulário brasileiro, pode ser definido como a congruência de 4 P’s sendo estes praça, promoção, preço, e produto.
E qual a relação entre mídia social e mix marketing? Vejamos: Um dos maiores efeitos da globalização é a conectividade de pessoas e empresas. A internet virou arma de venda para as empresa logo o primeiro composto entra em evidência: Praça. Se notarmos bem, o endereço das empresas não começa mais com rua, avenida, travessa, praça, começa com www ou HTTP:// muito menos utiliza o CEP, agora este fica restrito a .com.br, .ind.br, .br entre outros tantos que variam de acordo com o ramo de atividade da empresa, de fato o mundo virou a praça de atividade fim dessa empresa.
Atualmente para criar e manter uma conta em um determinado canal de mídia social é gratuito, com isso, grande parte destas organizações que tenham afinidade com a tecnologia criam esta conta até mesmo para ficar mais próximo do seu consumidor, praticando o chamado branding, lembrando que em se tratando de mercado consumidor qualquer meio de mídia é válido. Logicamente se esta empresa é tem como ramo de atividade o comércio precisará de um chamariz, uma promoção. Só que anúncios em mídias convencionais, jornais, TVs, rádios, revista tem um determinado custo assim como panfletagem, busdoor, outdoor assim como um prazo para ser exposto.
Vale ressaltar que as mídias sociais não substituem as campanhas de marketing e sim como complemento de uma determinada campanha, também não é portal de venda, porém funcionam como chamativo fazendo o redirecionamento do acesso móvel de seu consumidor para seu portal de venda. Em alguns casos o próprio produto esta inserido na mídia como é o caso do mundo virtual criado pelo Second Life. Empresas como a americana Dell, Best Buy, Starwoolds além das brasileiras TAM, Tecnisa, Cyrella e Rosi criaram perfis no portal a fim de atrair seus consumidores virtuais para a realidade o fato é que o tempo passou e algumas destas abandonaram o mundo virtual pois os avatares necessidades humanas, podem ficar sem comer por exemplo, ou seja, não existe necessidade de consumo.
O fato é que as mídias sociais estão aumentando sua proximidade entre as pessoas e empresas fazendo com o mundo se comunique mais ainda e gerando empregos. Diversas empresas estão criando o setor de redes sociais para serem alimentadas diariamente no intuito de fortalecer este relacionamento com o cliente. O próprio presidente americano, Barack Obama, faz uso maciço das redes sociais e conseguiu destaque no público internauta, ainda sim depois de eleito, não abriu mão de seu smartphone para continuar conectado.
Logo é interessante principalmente para as empresas, criarem e alimentarem comunidades em redes sociais para manter sempre sua marca forte, pois estas redes podem funcionar como filiais de seu sites, alimentar o database e CRM além de poder trabalhar valores diferenciados para seus seguidores.
E qual a relação entre mídia social e mix marketing? Vejamos: Um dos maiores efeitos da globalização é a conectividade de pessoas e empresas. A internet virou arma de venda para as empresa logo o primeiro composto entra em evidência: Praça. Se notarmos bem, o endereço das empresas não começa mais com rua, avenida, travessa, praça, começa com www ou HTTP:// muito menos utiliza o CEP, agora este fica restrito a .com.br, .ind.br, .br entre outros tantos que variam de acordo com o ramo de atividade da empresa, de fato o mundo virou a praça de atividade fim dessa empresa.
Atualmente para criar e manter uma conta em um determinado canal de mídia social é gratuito, com isso, grande parte destas organizações que tenham afinidade com a tecnologia criam esta conta até mesmo para ficar mais próximo do seu consumidor, praticando o chamado branding, lembrando que em se tratando de mercado consumidor qualquer meio de mídia é válido. Logicamente se esta empresa é tem como ramo de atividade o comércio precisará de um chamariz, uma promoção. Só que anúncios em mídias convencionais, jornais, TVs, rádios, revista tem um determinado custo assim como panfletagem, busdoor, outdoor assim como um prazo para ser exposto.
Vale ressaltar que as mídias sociais não substituem as campanhas de marketing e sim como complemento de uma determinada campanha, também não é portal de venda, porém funcionam como chamativo fazendo o redirecionamento do acesso móvel de seu consumidor para seu portal de venda. Em alguns casos o próprio produto esta inserido na mídia como é o caso do mundo virtual criado pelo Second Life. Empresas como a americana Dell, Best Buy, Starwoolds além das brasileiras TAM, Tecnisa, Cyrella e Rosi criaram perfis no portal a fim de atrair seus consumidores virtuais para a realidade o fato é que o tempo passou e algumas destas abandonaram o mundo virtual pois os avatares necessidades humanas, podem ficar sem comer por exemplo, ou seja, não existe necessidade de consumo.
O fato é que as mídias sociais estão aumentando sua proximidade entre as pessoas e empresas fazendo com o mundo se comunique mais ainda e gerando empregos. Diversas empresas estão criando o setor de redes sociais para serem alimentadas diariamente no intuito de fortalecer este relacionamento com o cliente. O próprio presidente americano, Barack Obama, faz uso maciço das redes sociais e conseguiu destaque no público internauta, ainda sim depois de eleito, não abriu mão de seu smartphone para continuar conectado.
Logo é interessante principalmente para as empresas, criarem e alimentarem comunidades em redes sociais para manter sempre sua marca forte, pois estas redes podem funcionar como filiais de seu sites, alimentar o database e CRM além de poder trabalhar valores diferenciados para seus seguidores.
Assinar:
Comentários (Atom)